terça-feira, 9 de dezembro de 2008

dia 6

Olá meu amor,
faz hoje 6 dias que me fechaste a porta, por telefone. No dia zero, não acreditei. No dia 1, levantei-me de manhã bem cedo e fui trabalhar, sem querer pensar nem lidar com o assunto. À noite chorei. Fez-me falta o "boa noite! dorme bem!". No dia 2 não consegui sair da cama. No dia 3 apanhei o combóio e fui para casa dos meus pais, na vã esperança que me ligasses e me pedisses para estar comigo. Nada... à noite chorei. Dia 4: manhã na cama, almoço e lá fui eu ter com alguns amigos.... que me acordaram um pouco deste transe... por momentos esqueci-te! À noite chorei. No dia 5, antigo dia da mãe, fui almoçar fora com a minha avó... a mãe de nós todos. Apanhei o combóio de volta para minha casa, cheguei e assustei-me... acho que pela primeira vez vi a confusão e o desleixo da minha casa. Era tarde, vestio pijama e meti-me na cama... chorei, tanto que às tantas adormeci.
Hoje é o dia 6... só consegui sair da cama às 2 da tarde. E aqui estou eu, a escrever no diário como quem escreve para ti. Já chorei. Mas escrever ajuda. Ainda te amo. À noite, sei que vou chorar.

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