quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

respiro, falo, como, durmo, cago, mijo

Não sei se rio, se choro.
E estou tão indecisa que não faço nem uma nem outra.

Existo apenas... respiro, falo, como, durmo, cago, mijo.

Acho que o sítio onde me sinto mais viva é no banho. Sabe-me bem sentir a água quase a escaldar a descer pelas minhas costas, a queimar as coxas e a fazer o barulho de chuva quando eventualmente cai no chão do chuveiro. Chuva quente, como um mimo. Mas depois tenho de sair e voltar para o meu "existir por não morrer".

E respiro, falo, como, durmo, cago, mijo.

Tiraste-me tudo. Até a vontade de te sentir! Seria apenas uma questão de tempo e lá irias tu de novo... e lá ficaria eu de novo.


Respiro, falo, como, durmo, cago, mijo.

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