sábado, 14 de fevereiro de 2009

as pequenas coisas (vol.2)

Há sempre algo de mágico na gargalhada de uma criança. É impossível não sorrir, não ser invadido por um "good feeling" quando se ouve a gargalhada genuína e inocente de uma criança. Passa-me sempre pela mente "se tu soubesses!", "era tudo tão bom, tão simples!". Mas no fundo, não era assim tão bom, nem tão simples... se bem me lembro. A primeira paixoneta, que era tão grande na altura, e de quem os pais e os demais gozavam. O último teste, e parecia que a matéria era tanta e tão complicada... chego a pensar que daqui a vinte anos me vou rir do que tenho aqui escrito e do que hoje, para mim, parece tão complicado e tão difícil! E esse pensamento reconforta-me. Fui ver o mar hoje outra vez. Não no mesmo sítio, logo não encontrei o "meu" senhor. Mas soube bem na mesma. E foi nesta praia que encontrei outra relíquia e que me deu vontade de aqui a escrever e descrever. Um miúdo, deveria ter uns 6-7 anos, descalço a correr na praia ao longo da linha de água. E como ele se ria de cada vez que o mar o apanhava desprevenido e o molhava (acho que o mar o deixava ganhar às vezes). No lado seco na areia estava a mãe (suponho) com uma máquina fotográfica a registar aquele momento. E como ela se ria também. Um dia, quando tiver um filho meu, vou-o levar à praia e vou sentir o mesmo momento com tal intensidade que até vou brilhar!
Até lá fica o "good feeling" daquela linda gargalhada!
Beijo grande, miúdo!

2 comentários:

Indefinição disse...

As crianças são fantásticas. Contagiam com os seus ares de graça...é impossível ficar triste!

Anónimo disse...

Estás iluminada