I had enough of strangers
And people on the street
I'm looking out for angels
trying to find some peace...
sábado, 21 de Fevereiro de 2009
sábado, 14 de Fevereiro de 2009
as pequenas coisas (vol.2)
Há sempre algo de mágico na gargalhada de uma criança. É impossível não sorrir, não ser invadido por um "good feeling" quando se ouve a gargalhada genuína e inocente de uma criança. Passa-me sempre pela mente "se tu soubesses!", "era tudo tão bom, tão simples!". Mas no fundo, não era assim tão bom, nem tão simples... se bem me lembro. A primeira paixoneta, que era tão grande na altura, e de quem os pais e os demais gozavam. O último teste, e parecia que a matéria era tanta e tão complicada... chego a pensar que daqui a vinte anos me vou rir do que tenho aqui escrito e do que hoje, para mim, parece tão complicado e tão difícil! E esse pensamento reconforta-me. Fui ver o mar hoje outra vez. Não no mesmo sítio, logo não encontrei o "meu" senhor. Mas soube bem na mesma. E foi nesta praia que encontrei outra relíquia e que me deu vontade de aqui a escrever e descrever. Um miúdo, deveria ter uns 6-7 anos, descalço a correr na praia ao longo da linha de água. E como ele se ria de cada vez que o mar o apanhava desprevenido e o molhava (acho que o mar o deixava ganhar às vezes). No lado seco na areia estava a mãe (suponho) com uma máquina fotográfica a registar aquele momento. E como ela se ria também. Um dia, quando tiver um filho meu, vou-o levar à praia e vou sentir o mesmo momento com tal intensidade que até vou brilhar!
Até lá fica o "good feeling" daquela linda gargalhada!
Beijo grande, miúdo!
quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
as pequenas coisas
Não sei se é por ser escorpião ou apenas por ser mulher, mas cada vez mais me prendo por aquelas pequenas coisas que me parece que ninguém mais repara. Um clip no chão que só eu é que apanho, uma lagarticha a fugir para debaixo dos arbustos quando sente passos apressados de alguém, o olhar entre as senhoras do bar quando chega "aquele" cliente, outra vez, que nunca sabe bem o que quer...
No fim de semana fui ver o mar. Estava com saudades dele e decidi combater a preguiça e ir dar-lhe um beijo. Quando me viu, começou por sorrir e logo a seguir deu uma boa gargalhada! Pareceu-me ouvir: "Estava a ver que nunca mais vinhas!". Pedi-lhe desculpa e prometi-lhe não demorar tanto até à próxima visita. Mas foi quando me vinha embora, que me deparei com mais uma daquelas pequenas coisas que até hoje não me sai da cabeça. Estava um senhor, dos seus 50-60 anos, sentado no molhe, em tronco nú e em posição de lótus. Nem foi tanto por estar em lótus, ali sentado no molhe. Mas a imagem desse senhor de olhos fechados, em tronco nú (e estava frio) virado para o mar, simplesmente a respirar, não me sai da cabeça. Quase que consegui ver a aura dele, azul... como o mar! Em paz...
Tenho de experimentar um dia fazer como esse senhor. Se calhar arranjo coragem e vou falar com ele, pergunto-lhe se me posso juntar a ele, se podemos respirar o mar juntos.
Acho que o mar iria achar piada!
sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
um raio de luz
Já lá vão uns anos. E que bom tem sido manter-te na minha vida. Hoje senti-te aqui ao meu lado, a sorrires para mim com esse sorriso lindo de miúdo que espero que nunca percas. Estou a ver-te envergonhado a olhar para mim, à espera que eu mude de assunto, que não fale de Ti, nem de mim, nem de um nós que nunca chegou bem a acontecer, mas também nunca desapareceu por completo. Acho que posso dizer que te amo. Amo-te sem a pressa do beijo (é um beijo diferente, quase parece um abraço), sem a sensação de posse (não pertencemos um ao outro). Amo-te pelo que me dás, sem eu pedir... pelo que aceitas de mim, sem julgar. Amo-te livremente. Amo-te simplesmente porque sim. Não te assustes, não é de agora, é desde sempre. E não, não vai mudar nada entre nós, nem te vou cobrar nada. Melhor, vou cobrar-te apenas uma coisa: não mudes! Deixa-te estar como és, deixa-nos estar como somos. Nunca to disse, mas para mim és um pouco como um raio de luz. Quando sinto que estou a entrar na escuridão penso em Ti, e no que farias tu... e tu guias-me. Pelo menos assim mo parece. Confesso que às vezes me sinto sôfrega de Ti. E lá vou eu a ver se te encontro, encho-me da tua energia, e muito sorrateiramente volto para o meu canto... até à próxima! Gosto de pensar que também o fazes (se calhar não, e eu é que tenho a mania que sou importante!). De qualquer forma, obrigada! Obrigada por fazeres parte da minha vida!
Enches-me de orgulho!
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