Três da tarde e acabei de chegar ao lab. Deparo-me com o meu chefe e penso: mas o que raio estará ele a fazer aqui?... Ora bem, ele deve estar a pensar o mesmo. O que me reconforta e que afinal não sou uma ave assim tão rara... somos uns quantos aqui no lab, num dia de feriado nacional. E viva a ciência! Determinação e esforço não nos falta... agora é tentar que isto tudo se traduza em algo mais!
Ora bora lá trabalhar para salvar vidas! (esperança também não falta!)
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A Dádiva da Evidência de Si
Que havia, pois,
mais para a vida, para responder ao seu desafio de milagre e de vazio,
do que vivê-la no imediato, na execução absoluta do seu apelo? Eliminar o
desejo dos outros para exaltar o nosso. Queimar no dia-a-dia os restos
de ontem. Ser só abertura para amanhã. A vida real não eram as leis dos
outros e a sua sanção e o seu teimoso estabelecimento de uma comunidade
para o furor de uma plenitude solitária. O absoluto da vida, a resposta
fechada para o seu fechado desafio só podia revelar-se e executar-se na
união total com nós mesmos, com as forças derradeiras que nos trazem de
pé e são nós e exigem realizar-se até ao esgotamento. Este «eu»
solitário que achamos nos instantes de solidão final, se ninguém o pode
conhecer, como pode alguém julgá-lo? E de que serve esse «eu» e a sua
descoberta, se o condenamos à prisão? Sabê-lo é afirmá-lo! Reconhecê-lo é
dar-lhe razão. Que ignore isso o que ignora que é. Que o
despreze e o amordace o que vive no dia-a-dia animal. Mas quem teve a
dádiva da evidência de si, como condenar-se a si ao silêncio prisional?
Ninguém pode pagar, nada pode pagar a gratuitidade deste milagre de sermos. Que ao menos nós lhe demos, a isso
que somos, a oportunidade de o sermos até ao fim. Gritar aos astros até
enrouquecermos. Iluminarmos a brasa que vive em nós até nos
consumirmos. Respondermos com a absoluta liberdade ao desafio do
fantástico que nos habita. Somos cães, ratos, escaravelhos com
consciência? Que essa consciência esgote até às fezes a nossa condição
de escaravelhos.
Vergílio Ferreira, in 'Aparição (discurso da personagem Sofia)'
Vergílio Ferreira, in 'Aparição (discurso da personagem Sofia)'
por desleixo...
Por lapso apaguei alguns dos posts aqui publicados. Sinto que deveria pedir desculpa, mas sinceramente nem sei a quem. Escrevo neste blogue um pouco por desabafo, quase como um diário e nem sequer tenho a pretensão de achar que alguém (para além de mim) perde tempo a ler o que para aqui escrevo. Por isso, vou pedir desculpa a mim. Sei que não fiz de propósito, mas nem me dei ao trabalho de confirmar o que estava a fazer... e perdi alguns posts de que me orgulhava. Tenho pena, mas não há nada que eu possa fazer agora. Desculpa, muza. Não torna a acontecer! Prometo!
sábado, 19 de novembro de 2011
Abraços
Às vezes faz falta um abraço. Hoje apetecia-me um abraço.
Apertado, quente, longo. Um bom abraço. Por nenhum motivo em especial, apenas porque me sabe bem.
Acho que vou procurar braços que me queiram abraçar.
Até logo.
Apertado, quente, longo. Um bom abraço. Por nenhum motivo em especial, apenas porque me sabe bem.
Acho que vou procurar braços que me queiram abraçar.
Até logo.
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