Olá meu amor
Ontem não senti necessidade de escrever. Pelo menos de escrever de mim para ti. Mas hoje cá estou eu outra vez. Não, não voltei a chorar, o que é bom, acho! Das duas uma, ou perdi a capacidade de chorar ou perdi a necessidade de chorar por ti. Qualquer que seja o motivo, já subi um degrau neste processo de "desmame" de ti. E por isso estou contente. Contente, não... aliviada. Ontem fui dançar. Soube-me bem! Não há nada como um "kizomba-mimo" para sentir que ainda consigo sentir alguma coisa cá dentro.
És estranho, tu! Se queres espaço e se queres que eu não faça parte da tua vida, porque me mandas mensagens com "beijo..." ? Nunca percebi isso das reticências em mensagens escritas. É suposto induzirem o leitor a pensar que há mais do que o que está explicitamente escrito, uma hesitação, uma referência, um segundo significado. Mas na tua mensagem de "beijo...", e tendo tu deixado bem explícito o que queres para ti, porquê as reticências? Queres-me deixar em suspenso enquanto vais à tua vidinha, para o caso de te arrependeres e teres sempre para quem voltar? É uma referência aos nossos beijos? É um pedido de desculpa por me fazeres sofrer? Juro que não percebo! Mas o que é certo, é que independentemente de qual a tua intenção... funcionou! Fiquei a pensar em nós, e deu-me uma saudade... Uma saudade do teu sorriso, do teu olhar matreiro quando as coisas aqueciam, da tua mão no meu pescoço, do teu abraço, da tua maneira indirecta de me dizeres directamente que sentias e querias... "tal e qual!" Acho que nunca mais consigo ouvir essa expressão sem me lembrar de ti!
Amo-te... (com reticências)
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